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Você já ouviu falar em trilogia da mente?

Data: 25/06/2021
Autor: Martina Catini Trombeta

Utilizamos essa expressão metaforicamente, para assim compreendermos um pouco mais do ser humano e a sua relação com o mundo, de forma que, qualquer alteração em um dos elementos desse “sistema” produz uma alteração nos demais. 

Falamos em: representação interna, fisiologia e linguagem não verbal.

Para a compreensão, vamos às explicações de cada uma delas:

  1. representações internas: são as nossas realidades subjetivas, que são compostas por elementos relacionados aos nossos sentidos de percepção, ou seja: são os sons, imagens, cheiros sabores e sensações;
  2. fisiologia: cada uma das representações internas está relacionada a um estado fisiológico e a linguagem (fala) é a maneira que exteriorizamos as nossas representações internas através da linguagem verbal, com a qual expressamos com palavras, tom de voz e velocidade de fala as nossas crenças, valores, sentimentos, pensamentos, opiniões;
  3. linguagem não verbal: consiste em movimentos corporais como postura, manipulação de mãos, respiração, movimentos auriculares, rubor de faces, que estão associados aos nossos estados internos.

Quando temos esse conhecimento, passamos a observar o comportamento dos outros, e principalmente, os nossos, e consequentemente, agir o mais próximo da objetividade, potencializando a comunicação com mundo, na medida que passamos a deter o poder da comunicação. 

Além disso, um aspecto muito importante, é que passamos a ter o poder da nossa auto análise, na medida em que observamos como reagimos ao mundo, e assim, melhoramos a nossa conexão com os nossos pensamento, sentimentos e comportamentos. 

Lembrem-se: pensamentos geram sentimentos que se exteriorizam em nossos comportamentos.

Os nossos comportamentos são exteriorizados a partir da sistemática operacional da trilogia acima, como uma equação, De fato, não fazemos essa análise o tempo todo, e cogitar em fazê-la perderíamos a nossa espontaneidade de ser humano. 

Porém, quando nos deparamos com comportamentos pessoais que desejamos alterar essa consciência é necessária. O mesmo vale para comportamentos que desejamos ter frente a determinadas situações, pois a responsabilidade da comunicação é do comunicador, e não do receptor.

Nesses casos, alterar o comportamento gera reflexos nos pensamentos e sentimentos. Isso ocorre porque nós somos um sistema complexo, com influências diversas, sendo elas estimuladas pelos acontecimentos, sensações, gatilhos emocionais e comportamentais.

Temos a tendência de adotar o mesmo comportamento buscando um reflexo diferente, e o resultado é inexitoso. Isso ocorre porque supomos estar fazendo outra coisa, mas estamos fazendo a mesma coisa, de um jeito diferente, ou seja, e em termos populares: trocamos seis por meia dúzia, supondo estarmos fazendo uma profunda mudança. 

Vale a pena essa observação, e os insights, mesmo que pareçam pequenos no início do processo de autoconhecimento, são extremamente válidos, pois conhecer-se e ter a objetividade da realidade é uma ferramenta poderosa.