
Uma semideusa chamada Mãe.
Data: 07/05/2021
Autor: Martina Catini Trombeta
Mãe é uma semideusa.
Toda a superioridade de uma Deusa ser com sentimentos e fraquezas humanas.
É ser envolto de conflitos internos, o todo o tempo, pela auto cobrança da perfeição. Processos internos a mil em relação a vida e superioridade do seu ser.
É a pessoa que mais se cobra, e ganha disparado em sentir-se responsável pela evolução do seu pedacinho de pessoa no mundo.
Ser mãe é amar, ter medo, ter coragem, ter um exército dentro de si para lutar pelos filhos e ao mesmo tempo, ter uma banca julgadora interna de suas atitudes. A eterna dúvida sobre ter feito o melhor.
A descoberta de outra vida construída e vivida através de seu pedacinho na terra, que é um elemento incerto e com desenvolvimento próprio a faz ter a necessidade do ilusório controle, do incontrolável. Tudo isso por querer o melhor para sua criação divina.
Quanto mais o tempo passa, quanto mais os filhos crescem, o terreno que era um pouco conhecido e controlado, se torna desconhecido.
O desconhecido traz medo, do abandono, de não receber a atenção que idealizou, não receber o carinho e o amor do jeitinho que ela precisa.
E com isso, os questionamentos sobre ter feito o melhor que “deveria” em toda a vida tomam conta da sua linda cabeça.
E está tudo bem, mãe, você é só amor. Deusa do amor, com sentimentos de seres humanos. Pode errar e acertar, e está tudo bem.
Você sempre faz o seu melhor, e sem sombra de dúvidas, é ser que nós, filhos, mais amamos.